A Web Summit regressa a Lisboa de 9 a 12 de novembro, pelo 11.º ano consecutivo, com forte presença de gigantes chinesas da tecnologia, que prometem levar humanoides à cerimónia de abertura. Antes do arranque, Paddy Cosgrave, fundador e CEO do evento, revelou que a conferência contribuiu com quase 2,5 mil milhões de euros para a economia portuguesa na última década. O valor resulta de um estudo encomendado à consultora EY e corresponde a cerca de 250 milhões de euros por ano.

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Todos os anos, o evento traz a Lisboa cerca de 70 mil participantes. O consumo que geram em alojamento, restauração e serviços cria emprego, faz subir salários e aumenta a receita fiscal. Só em 2025, a presença da Web Summit gerou 50 milhões de euros em impostos.

O impacto também se mede na reputação do país. Entre 2016 e 2026, o evento somou cerca de 114 mil menções na imprensa internacional. Em espaço publicitário, essa exposição valeria três mil milhões de dólares. O interesse por Portugal nas pesquisas online tem crescido de forma sustentada, sobretudo nos EUA e no Canadá.

No ecossistema de startups, a organização classifica o impacto como “sísmico”. Entre 2016 e 2025, o número de startups em Portugal duplicou, e no final do ano passado estas empresas empregavam o equivalente a 28 mil pessoas a tempo inteiro. A faturação passou de 1,23 para 2,85 mil milhões de euros e as exportações subiram de 673 milhões para 1,57 mil milhões de euros.

Segundo a EY, as empresas que participaram como expositoras tiveram maior probabilidade de crescer, com “efeitos cumulativos excecionalmente fortes no volume de negócios e no emprego”. Para os fundadores, a Web Summit continua a ser um “catalisador” para chegar a mercados externos, atrair investidores e criar parcerias internacionais.