Publicidade

Um conjunto de nove as entidades de apoio ao empreendedorismo da região do Alentejo deram vida ao projecto Speed Talent – Acelerador de Talentos.

O projecto Speed Talent, decorreu durante dois anos, apoiando ideias de negócio em diversas áreas, do Turismo à Biotecnologia, além de ter desenvolvido acções para o fortalecimento do ecossistema empreendedor do Alentejo.

Para Alexandre Alves, Assessor de Administração do PACT – Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, o balanço do projecto é positivo. “É um projecto bastante ambicioso, a começar pela reunião de nove entidades (tendo cada uma delas uma planificação prévia e o próprio conjunto de actividades que o projecto previa) que se tiveram de articular a todas entre elas.”

João Moutão, Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Santarém, refere que “o nosso país precisa de mais empreendedorismo e sobretudo de mais empreendedorismo jovem e qualificado” e, neste sentido “o projecto Speed Talent ajudou a criar um conjunto de ferramentas e de atividades de fomento e apoio ao empreendedorismo que são muito relevantes.”

Entre essas ferramentas, destacam-se um balcão itinerante de informações – Speed Contact, o desenvolvimento de um jogo interactivo que pretende estimular o espírito empreendedor entre os mais jovens, e a publicação de um manual de boas práticas para os técnicos das entidades alentejanas que lidam diariamente com empreendedores. Todas essas ferramentas ultrapassam o limite de dois anos do projecto, financiado pelo Alentejo 2020 e FEDER, sendo resultados que continuarão a ser utilizados no desenvolvimento do ecossistema empreendedor do Alentejo.

Assim como essas ferramentas, ficarão também as dezenas de empresas e ideias de negócio apoiadas pelo Speed Talent e que continuam a crescer, muitas delas incubadas em uma das entidades parceiras do projecto.

Para Raquel Coelho e Duarte Vermelhudo, fundadores da Pacifique – empresa que pretende celebrar a natureza do Baixo Alentejo, estabelecendo Domos Geodésicos para alojamento no Concelho de Mértola, a participação no Speed Talent “ajudou-nos a ter uma melhor ideia do que seria necessário para poder realizar o nosso projeto e deu-nos o privilégio de aprender e conhecer mais sobre este assunto.”

“O projecto Speed Talent ajudou-nos a identificar os pontos fortes da nossa empresa e sistematizar as várias etapas para o desenvolvimento e enraizamento da CA|SD como referência na arquitectura paisagista”, dizem Catarina Archer e Sara Duarte, que criaram a CA| SD – arquitectura paisagista, onde privilegiam o uso da vegetação autóctone, possibilitando que os espaços abertos urbanos tenham um papel regenerador, enquanto elementos de protecção e valorização dos sistemas naturais existentes, de criação de novos valores paisagísticos e de recreio colectivo.

Vários dos empreendedores beneficiados pelo Speed Talent referem ainda a importância do projeto e das incubadoras no processo de adaptação das suas ideias à realidade e no desenvolvimento de capacidades de gestão.

“Participar neste tipo de programas faz-nos sempre perceber os negócios e as ideias que estão a surgir à nossa volta, trocar impressões e experiências com pessoas que têm outras visões. Isso é importante para reflectir, amadurecer ideias e adaptar caminhos.”, refere Vera Lima, fundadora da ti’Xico.
“O Speed Talent acabou por ajudar a limar coisas que não tínhamos conseguido antes, tentar ajustar coisas que já falhavam, apesar de ter sido um programa rigoroso.”, diz Lia Galvão, da Talego Design.

Para Pedro Tereso e Filipa Tereso, fundadores da Agrosustentável, o Speed Talent “ajudou, e muito, na área financeira. Ensinou a ler balancetes, balanços, gerir o fluxo de caixa, a projetar resultados e a introduzir no projeto um controlo mais eficaz da gestão.”
“Também ensinou a colocar um travão e “um descer à terra” na nossa ambição.”, completa Pedro Tereso.

O Speed Talent permitiu, ainda, a projeção internacional do empreendedorismo do Alentejo, uma vez que os parceiros participaram em diversas feiras e conferências internacionais, com o intuito de levar o que de melhor se faz na região, mas também para conhecer as melhores práticas realizadas em outros países e tentar atrair mais investidores e empreendedores.

“É um projecto que trouxe notoriedade perante o exterior e isso também é importante.”, diz Alexandre Alves. “Em Portugal temos Lisboa como o spot a nível do empreendedorismo, mas que está de certa forma saturada. Contudo existem outras regiões que estão a ter oportunidades muito interessantes.”, completa.
Para Artur Romão, Pró Presidente da BioBIP – Bioenergy and Business Incubator of Portalegre , e Pedro Ranheta, Gestor da incubadora, “empreender no Alentejo tem inúmeras vantagens, apoios, incentivos, incubadoras onde o apoio e a atenção aos promotores é personalizado. Existe no Alentejo uma rede de apoio ao empreendedorismo que consegue apoiar todos e quaisquer projetos. A Rede da qual fazemos parte é repleta de inúmeras competências, onde este saber está disponível aos promotores.”

Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL), Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), Sines Tecnopolo, Instituto Politécnico de Beja, Instituto Politécnico de Portalegre, Instituto Politécnico de Santarém e Universidade de Évora são os nove parceiros do Speed Talent, que têm ainda a ambição de estabelecer uma segunda fase do projeto, para dar continuidade ao trabalho que foi realizado nos últimos dois anos.